É oficial: há pouco mais de uma hora, às dezasseis horas e cinquenta e sete exactas, segundo os entendidos, começou a Primavera. No calendário, claro está. Porque na realidade desta vez ela antecipou-se, decidindo-se, magnanimemente, a satisfazer vontades alardeadas e inconfessados desejos e, após as inclemências e rigores do Inverno mais cinzento dos últimos anos, irrompeu de súbito há duas semanas, mesmo a tempo de festejar os meus anos na alegria imensa dessa chegada imprevista e no encantamento dos primeiros dias de sol e temperatura amena.
Hoje, dizem, o sol cruza o equador e o dia é do mesmo tamanho que a noite. Não sei bem se são dados científicos, mas sei que agora se dissipam as sombras e começa a que é para mim a melhor época do ano. Agora, são três meses bons, de possibilidades infinitas, em que melhora a disposição e tudo se anima e brilha mais, e cresce a vontade de fazer imensas coisas, na luz do sol sem excessos, na claridade dos dias cheios de cores e perfumes fortes de flores, de cantos vibrantes de pássaros, de sorrisos radiosos e de momentos perfeitos de puro prazer, o coração ao alto e a vida a (re)começar.
Hoje, dizem, o sol cruza o equador e o dia é do mesmo tamanho que a noite. Não sei bem se são dados científicos, mas sei que agora se dissipam as sombras e começa a que é para mim a melhor época do ano. Agora, são três meses bons, de possibilidades infinitas, em que melhora a disposição e tudo se anima e brilha mais, e cresce a vontade de fazer imensas coisas, na luz do sol sem excessos, na claridade dos dias cheios de cores e perfumes fortes de flores, de cantos vibrantes de pássaros, de sorrisos radiosos e de momentos perfeitos de puro prazer, o coração ao alto e a vida a (re)começar.
(Fotografias de José Manuel Durão)




