quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Mãos


Uma grande parte do amor  é pele, toque, sensualidade pura.
Há muitas mãos nas nossas vidas, algumas verdadeiramente marcantes e inesquecíveis: há as que nos arrepiam e fazem estremecer de prazer, as que conhecem de cor cada recanto do nosso corpo, as que nos exaltam e aceleram o coração; há as que nos amparam e confortam em momentos de tristeza, e tantas, tantas outras.
Mas, antes e depois de todas elas, capazes de dizer mais que todas, mesmo no maior silêncio, estão as que primeiro pegaram em mim, me ensinaram o mundo e, ainda hoje, quando me afagam a cabeça ou me acariciam, me enchem de uma doce tranquilidade; e me dão a certeza que os afectos são o maior e o melhor que eu tenho e o que, mais que qualquer outra coisa, dá sentido aos meus dias.
Por isso, tantas vezes, um abraço apertado ou uma mão que segura a minha mão já bastam para me fazer imensamente feliz.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

De volta ao palco


Campaínha, algazarra, risos e vozes misturadas, livros, cadernos e canetas voltam a fazer parte do meu quotidiano. E por mais agitado e difícil que seja, às vezes excessivamente cansativo, tenho que admitir que gosto disto.
Nem tudo é perfeito (nunca é), mas voltar é bom. Melhor ainda quando é assim, depois de uma pausa mais ou menos demorada e por vontade própria. É como começar outra vez, já não com a inocência e a ilusão dos vinte anos, mas com a experiência do que ficou para trás e se foi construindo no tempo.
Vejo todos aqueles olhos na minha frente, expectantes e curiosos, a tentar perceber o que digo e entender, para lá das palavras, a pessoa que sou. Sinto-me observada até ao mais ínfimo detalhe, tal e qual como se estivesse no palco. Tudo importa e significa.
E sei que o que me espera é um desafio e uma responsabilidade sem tamanho e que muita coisa depende também de mim, num caminho que hoje começou e que temos que fazer juntos. Vamos a isso!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Inquietude


 
Às vezes as palavras não chegam, outras vezes não são precisas. Ou as duas coisas...

domingo, 14 de setembro de 2014

Os nossos vizinhos

 
Completamente por acaso, descobri no ABC de hoje um interessante artigo de opinião sobre um assunto que me apaixona: as diferenças entre portugueses e espanhóis. Quem me conhece sabe como me identifico com a alma espanhola, na sua colorida exuberância e tremenda alegria de viver.
E, tal como a autora do texto, a correspondente do jornal em Lisboa, também eu acho que, apesar das nossas diferenças, há afinal imensa coisa que nos une e que, acima de tudo, temos muito a aprender uns com os outros.
Aqui fica um excerto. Para ler tudo, é aqui.

Hermanos, primos, amigos, vecinos, compañeros, socios, cómplices o aliados. Son muchas las formas de relacionar a españoles y portugueses, dos pueblos ibéricos que comparten un territorio y muchos años de historia. Evidentemente hay similitudes entre ambos, por tratarse de dos países fronterizos dentro de Europa, pero a veces se comete el error de pensar que somos en todo iguales o muy parecidos, porque tenemos nuestras diferencias. Existe siempre el riesgo de generalizar demasiado y no se debe olvidar que no hay ni dos españoles ni dos portugueses iguales, por lo que no se puede hacer de una generalidad una regla. Y al hablar de estos temas nos basamos también en nuestras propias vivencias y experiencias por lo que cada uno puede tener una visión distinta. Además de ser diferentes, unos y otros nos enfrentamos a mitos y estereotipos que se han ido creando a nuestro alrededor. Y no siempre es fácil acabar con esas ideas que pueden perjudicar nuestras relaciones.
Empezando por la forma de ser de cada uno, se tiende a definir al español como una persona alegre y al portugués como una persona triste. Pero ni todo es fiesta en España ni todo es fado en Portugal. Sin embargo, sí que hay rasgos muy diferentes al definirnos. Los españoles somos más extrovertidos, charlatanes, gritones, expresivos, informales y besucones. Expresamos más abiertamente nuestros sentimientos. Los portugueses por su parte, son más reservados, hablan mucho menos y más bajito, muy educados y formales. En esto de las formalidades nos ganan, sigue siendo el país de doctores e ingenieros, donde el título tiene mucha importancia, demasiada. Los españoles prefieren el tuteo y hasta nos ofendemos si nos tratan de usted.
(...)
Como forma de resumen, se puede decir que los españoles confiamos mucho en nosotros mismos, nos consideramos en muchas cosas los mejores. Somos, en pocas palabras, muy echados para adelante. El portugués suele ver la botella medio vacía, se lamenta de sus problemas, es bastante envidioso y se fija demasiado en lo que hacen los otros sin darse cuenta de las muchas virtudes que tiene. Y juntos podemos vernos como una mezcla interesante porque lo que en uno exagera el otro se queda corto. Logramos un buen equilibrio aunque normalmente no nos damos cuenta. Tenemos mucho que dar y recibir y sobre todo que aprender de los que están tan cerca de nosotros.

Simply the best

sábado, 13 de setembro de 2014

Woody Allen, outra vez


Quase sem excepções, vejo sempre os filmes de Woody Allen. Gosto mais de uns do que de outros, naturalmente. "Magia ao luar" (Magic in the Moonlight), o último com a sua assinatura, não estará entre os meus preferidos, mas é um filme encantador. Tem o charme e o talento de Colin Firth, Eileen Atkins no papel da deliciosa Tia Vanessa, diálogos fantásticos com o humor inteligente que é já imagem de marca do realizador e, como sempre, uma magnífica banda sonora. Tudo boas razões para justificar uma ida ao cinema. Eu gostei. E recomendo!

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Paulo


Tem a quem sair, claro. Educadíssimo, de olhar vivo e inquieto, esbanja classe, bom gosto e humor, em doses certas.
Gosto muito dele, da imensa capacidade comunicativa de quem sabe escolher as palavras exactas para cada circunstância,  da inteligência, da força e da determinação que o fazem destacar-se em tudo, e ser um excelente político; da coragem de não desistir, mesmo quando a conjuntura mostra que esse seria decerto um caminho mais fácil, ou pelo menos mais tranquilo; e, por tudo isso, é alvo de maledicência, de inveja e dos odiozinhos habituais num país onde, em todos os domínios, é cada vez mais a mediocridade que domina.
Mas isso pouco importa. O que conta é que hoje é dia de festa. E que a vida é sempre para celebrar. Parabéns, Paulo!