quarta-feira, 22 de abril de 2015

Constatação


 
Tendemos, com frequência, a complicar o que é simples, em vez de seguir o coração e, simplesmente, deixarmo-nos levar...

terça-feira, 21 de abril de 2015

Memória(s)


A vida dura a vida inteira, o amor não. 
                                                                                       
                                                                                  (Miguel Esteves Cardoso)
 

domingo, 19 de abril de 2015

Feria de Abril





Depois da Semana Santa, a Feria de Abril é o momento mais alto do ano na cidade de Sevilha e tem lugar, geralmente, duas semanas depois da Páscoa.
Este ano será, tal como de costume, à meia-noite em ponto de terça-feira, dia 21 de Abril, que o alcalde dará início à festa com a cerimónia do "alumbrao", que é quando se ilumina a "portada" e se acendem todas as luzes do recinto, situado no bairro de Los Remedios, num espaço com cerca de 1.000.000 m2, que conta com 1047 casetas, distribuídas por 15 ruas.
A noite de segunda para terça é conhecida pela noite do "pescaíto", quando os sócios das casetas se reúnem para comer os tradicionais "pescados" (calamaresboquerones, pijotas, adobo, etc.) e dar início à festa que se prolonga pela semana toda, até à meia-noite de segunda (27 de Abril, desta vez) quando os farolillos se apagam e um espectáculo de fogo de artifício cobre o céu e anuncia o fim da Feria
Esta celebração, que marca profundamente a vida da cidade, existe desde 1847 e começou por ser uma feira de gado, que hoje ainda persiste, mas é acima de tudo um momento de convívio e de festa, ao som das sevilhanas, entre touros, cavalos, fatos camperos e de flamenca, passeios em carroça pelo "Real de la Feria", música, palmas, muitas cervejas e rebujitos  e  aquela alegria tão típica da gente do sul.
Para o ano, está prometido, quero estar em Sevilha nesta altura, para poder viver de perto toda esta explosão de brilho e cor, e para sentir na pele a exuberância  da Feria.



sábado, 18 de abril de 2015

Satisfação


Se tivesse que escolher o que há de melhor na minha vida não sei se saberia fazê-lo com rigor, que tenho sempre dificuldade em estabelecer hierarquias e dizer exactamente o que mais e o que menos. Mas não tenho dúvida que, nesse caso, os amigos ocupariam um lugar cimeiro. Porque só eu sei como me são fundamentais; e como em momentos de desânimo, de cansaço, ou de tristeza, há sempre alguém atento, com uma palavra de conforto, um riso, uma mão, ou um abraço, capazes de suavizar o desgosto e voltar a pôr tudo no seu lugar. Parece pouco, mas é imenso; porque é muitas vezes na simplicidade dos pequenos gestos que a vida se revela e nos mostra o seu lado mais bonito. 

terça-feira, 14 de abril de 2015

"Enquanto há língua há esperança"


O Anfiteatro 1 da Faculdade de Letras foi hoje demasiado pequeno para acolher todos os que quiseram estar presentes no Fórum/Debate pela defesa da Língua Portuguesa e contra a aberração do AO de 1990.
Durante mais de três horas foram muitos os escritores, jornalistas, professores e alunos dos ensinos universitário e secundário, tradutores, intérpretes, cidadãos, que se manifestaram contra este aviltamento da língua e as suas consequências. Foram muitos, de igual modo, os que não podendo estar presentes, fizeram chegar a sua opinião e adesão à iniciativa, como João Braga, Bagão Félix, ou Garcia Pereira, por exemplo. Naturalmente, Vasco Graça Moura foi  um nome muito citado. Nada mais justo! É por isso que o título deste post lhe presta também homenagem, citando as suas palavras, sempre certeiras.
Na impossibilidade de dar conta de tudo o que ali que foi dito, nas mais diversas e pertinentes intervenções, e enquanto aguardamos que o filme do encontro chegue ao Youtube, aqui fica a moção hoje aprovada:
O chamado "Acordo Ortográfico" ("AO") contradiz-se já na sua designação, porque nem é acordo (só válido se ratificado por todas as partes assinantes) nem ortográfico (uma vez que o seu texto prevê a existência de facultatividades). Implementado sem discussão pública, contra o parecer de conceituados linguistas e docentes de língua e literatura portuguesa, só por via de uma imposição autoritária é que tem sido possível a sua adopção, nunca consequente devido à destruição de uma normatividade articulada com a herança etimológica.
Após três anos e três meses da sua imposição no ensino e na administração Pública, os resultados estão à vista, traduzindo-se numa arbitrariedade de cortes de consoantes mesmo quando são pronunciadas. O chamado "AO" falhou assim os seus autoproclamados objectivos, nomeadamente a unificação das variantes do Português e uma alegada "simplificação" que corresponde a uma total insegurança ortográfica.
Por isso, os cidadãos reunidos no Fórum organizado por um grupo de docentes e alunos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 14 de Abril de 2015, exigem a imediata suspensão da obrigatoriedade do uso do "AO" nas escolas e na Administração Pública, bem como a organização de um referendo cujos resultados reflictam o modo como todos os utentes da língua pensam qual a opção ortográfica que melhor corresponde a um uso sustentado da mesma, no quadro das línguas europeias da mesma família.
Enfim, por enquanto, a todos quantos gostamos suficientemente da nossa língua para não poder aceitar vê-la assim maltratada e destruída, e colaborar nisso, resta-nos o direito à objecção de consciência e a resistência activa a esta ignomínia. Por mim, sei muito bem o que fazer; e manter-me-ei fiel àquilo em que acredito.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Desconcerto

 
Hoy quiero estar a oscuras /Para encender las luces del alma diz a letra de uma sevilhana que me vem à cabeça de repente, enquanto penso como certos momentos de incerteza, de mágoa, ou de decepção  parecem contaminar tudo até deixar que a tristeza e o desalento  se instalem, ganhem espaço e nos derrubem. Mas às vezes, só às vezes, também é preciso perdermo-nos para nos voltarmos a encontrar.