sábado, 18 de julho de 2015

Caso sério


Tu me fais tourner la tête
Mon manège à moi, c'est toi
Je suis toujours à la fête
Quand tu me tiens dans tes bras
 
 
 

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Cinismo(s)

 
São abracinhos apertados e louvores excessivos, sorrisos e simpatias a soar a falso, uma imensa solicitude que passa das marcas e deixa espaço para a desconfiança. Há na atitude e comportamento dos cínicos um exagero de palavras e gestos que acaba por traí-los mais cedo ou mais tarde, muitas vezes bem antes de que a máscara caia.
Talvez por ser marcadamente frontal, com tudo o que isso tem também de bom e mau, não tenho grande paciência ou tolerância para pessoas destas, e quando as reconheço prefiro mantê-las à distância.
Não sei se quem é assim o é por temperamento ou de forma ocasional, para tirar proveito de alguém ou de alguma coisa, mas também não importa.
Neste como noutros capítulos, a vida tem-me ensinado muito, mas tenho ainda de vez em quando umas surpresas; boas e más.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Lugares que vale a pena visitar



Em espanhol designa um bar de praia, lugar de bebidas frescas e comidas simples e rápidas. Nada a ver, portanto, com este lugar lisboeta que aqui menciono. O que o Chiringuito tem de especial é a conjugação feliz de diversos factores:
O espaço, em primeiro lugar. São duas salas distintas, ambas arranjadas com cuidado e extremo bom gosto, num lugar que  antes funcionara como padaria. A sala que fica junto da rua tem uma decoração entre o alentejano e o espanhol andaluz, que é muito o leitmotiv do conceito subjacente e faz deste restaurante um espaço profundamente ibérico, misto de casa de petiscos e bar de tapas, como de resto é designado.
A segunda sala, mais espaçosa e conhecida como "a fábrica" ainda em alusão ao anterior espaço da padaria, com móveis antigos e louças do tempo das nossas avós, conjuga na perfeição o antigo e o moderno e faz lembrar a sala de jantar de uma família numerosa.
Depois, há a comida propriamente dita. Das entradas às sobremesas, é tudo de "comer e chorar por mais", numa carta onde se podem encontrar algumas especialidades típicas de ambos os lados da fronteira: há as "puntillitas" e os "tintos de verano", os secretos de porco preto e os peixinhos da horta, as "patatas ali oli" e  as farófias, entre muitas outras delícias, em clara e subtil demonstração de que é muito mais o que nos aproxima do que o que nos distingue.
A acrescentar a tudo isto há ainda os preços muitíssimos acessíveis e a simpatia com que somos recebidos. O Chiringuito é um negócio familiar e isso sente-se no trato e no ambiente que se respira. No fundo, é quase como se jantássemos na sala da casa de uns amigos. Por isso saímos  claramente satisfeitos e com vontade de voltar muitas vezes.
Falta dizer que fica em Campo de Ourique e desde Maio está também no Centro Comercial das Amoreiras. 
Por fim, tenho que fazer uma confissão: é que posso ser considerada relativamente suspeita, uma vez que tenho pela família que está à frente do Chiringuito grande consideração e um afecto profundo, que é já antigo.
Mas estive em duas ocasiões no restaurante de Campo de Ourique e quem me acompanhava, das duas vezes, gostou tanto como eu. Este é pois, por agora, um dos meus lugares favoritos de Lisboa para estar à volta de uma mesa, com amigos, em ambiente agradável e descontraído, o que constitui, quanto a mim, um dos maiores prazeres da vida.
Ora espreitem aqui. E depois vão até lá para comprovar se eu tenho ou não razão...

terça-feira, 14 de julho de 2015

La plus belle ville du monde


  
Esta é para mim a mais bonita cidade do mundo, cheia de luz e em clima de permanente festa,  grandiosa, requintada, romântica e sedutora como nenhuma outra. 
Hoje, a alegria é maior ainda e em sentido literal: em cada esquina, em cada rua de cada bairro há bal musette, música e fogo de artifício. Paris veste-se de azul, de branco e de vermelho como a França inteira para festejar o seu dia nacional, que eu celebro sempre também, mesmo à distância, porque Paris, trago-a sempre comigo; c'est ma ville du coeur.

(Fotografia de Anthony Gelot)

 

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Borboletas no estômago


Há um desconforto peculiar no que se começa e não se sabe como vai ser, misto de medo e vontade, expectativa e ansiedade, risco e entusiasmo, promessa de novidade num caminho que se sabe ter bons e maus percursos, mas onde cabem, ainda assim, todos os sonhos de felicidade.
Escolher faz parte da vida, quase tão naturalmente como respirar; e mesmo sabendo que em grandes e pequenas opções se ganha  e se perde sempre, é bom acreditar, a cada nova etapa, que tudo recomeça outra vez. E que pode ser melhor...

domingo, 12 de julho de 2015

Cinema Francês



Gosto muito de cinema francês e não apenas por causa da língua, que sempre me apaixonou. Há actores e realizadores que são para mim garantia de qualidade e que, por isso, raramente perco. O cinema francês tem em Catherine Deneuve um dos seus nomes maiores, uma daquelas raras actrizes que enche o écran e faz qualquer filme valer a pena.
L'homme qu'on aimait trop ("O homem demasiado amado", em português), de André Téchiné, não é excepção.
Baseada numa história verídica, situada nos anos setenta na Côté d'Azur e ainda não totalmente resolvida na justiça, o argumento é uma adaptação do livro Une femme contre la mafia escrito pela própria protagonista e pelo seu filho, Renée e Jean-Charles Le Roux. É a história de uma vingança, de uma paixão exacerbada, de um desaparecimento mais ou menos misterioso, em que o dinheiro, o poder e a sedução têm um papel fundamental. Mas é também, sobretudo, um retrato sobre a complexidade da relações entre as pessoas.
Para a eficácia do que nos é contado, que faz a ficção parecer real e vice-versa, muito contribui o talento dos actores, com especial destaque para os papéis femininos de Agnès e Renée Le Roux, magistralmente interpretados por Adèle Haenel e Catherine Deneuve, sempre igual a si mesma, isto é: uma diva!

sábado, 11 de julho de 2015

Dias tranquilos


Um livro ou um filme, uma bebida fresca e uma boa companhia, o sol e o silêncio, tudo tão típico dos dias claros e quietos de Verão.