quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Incerteza


Un coup de dés jamais n'abolira le hasard

                                                                                                                           (S. Mallarmé)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Mãe não tem limite


Assim de repente, entre Domingo e Domingo, muda tudo.
Procuro aceitar os últimos acontecimentos com a naturalidade com que se encara a lógica da vida, relembro canções e poemas que são  a minha força de todas as horas (El fin muy cerca está, lo afrontaré serenamente ou continuará o jardim o céu e o mar (...) será o mesmo brilho, a mesma festa/ será o mesmo jardim à minha porta, ou avec le temps va tout s'en va), porque o sofrimento é sempre essencialmente silencioso e solitário.
A nossa história é linda, e é a esse longo caminho em comum que me agarro agora, a todas as lições de amor, generosidade e alegria que recebi a vida toda; e vou vivendo um momento de cada vez, na certeza que por mais ténues que sejam os fios que ainda a ligam à vida, quer tenhamos uma hora, um dia ou um ano para continuar a ver-nos e a rir juntas, o que nos une é tão forte que existirá para lá do tempo, e será sempre só de nós duas.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Parabéns Helena!


É uma pessoa muito especial, de quem eu gosto muito. Tem um sorriso magnífico, uma aura de luz, uma contagiante alegria de viver, um coração enorme. E muitas outras coisas...
Hoje o dia é todo dela e há mil razões para festejar! É que, como ela diz: "O essencial permanece sempre." E para ela, que gosta de tudo o que é bom na vida, e porque o que há de mais essencial são os afectos,  aqui fica um abraço enorme e muito muito apertado. Parabéns Helena!

(Fotografia de Neusa Ayres)

sábado, 6 de dezembro de 2014

Clausura


Gosto de dias frios, límpidos e cheios de sol. E de passear pelas ruas sem destino, de me encolher  em quentes e aconchegantes abrigos, casacos, luvas, cachecóis, de sentir na cara e no cabelo a bravura do vento, de ir olhar o mar em fúria, ou de me sentar em silêncio diante da quietude tranquilizante de um rio que julgo um pouco meu, seja Tejo, Sena, ou Guadalquivir.
Há dois dias fechada em casa, longe de tudo, limitada pelas arestas da minha mesa de trabalho e sem mais horizonte que as árvores e o pedaço de céu que a janela me deixa ver, penso em Sophia, relembro vagamente a minha alma (...) prometida às ondas brancas e às florestas verdes, e intensifica-se-(me) o desejo de dias de liberdade e amplidão.
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(Fotografia de Paulo Abreu e Lima)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Mas o que é isto? Hum?

 

Lisboa no Natal - iluminações fracturantes


por José Mendonça da Cruz, em 04.12.14

Estas são as iluminações de Natal de Lisboa. (...) esta fixação genital da Câmara de Lisboa não será já patológica?

 
(Mais um post irresistível e indecentemente roubado. Daqui)

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Fim de tarde de amigos


Sempre que a Helena tem um livro novo para lançar ao mundo, a festa está garantida. Porque só ela sabe transformar cada um desses encontros numa celebração da vida, muito mais do que em mera apresentação formal /comercial da obra. Por isso, para além do inevitável aparato mediático, que inclui as habituais poses de "figuras públicas" e das que aspiram a sê-lo, e o frenesim dos jornalistas munidos de microfones, máquinas, câmaras, e que apenas por isso passam por cima de tudo e todos (estão "em trabalho", pois então!), há uma alegria genuína no ar, que vem do brilho do sorriso lindo e franco de quem recebe bem toda a gente, com a mesma disponibilidade, simpatia e o bom humor que sempre a caracteriza. É tudo isso que nos faz sentir que ali se está entre amigos e que todos são bem-vindos.
Hoje, às sete, no Corte Inglés como de costume, voltamos  a encontrar-nos para ouvir falar do seu último livro - E Nada o Vento Levou -, o que será  também um óptimo pretexto para estarmos juntos de novo.
Por mim,  mesmo tendo que faltar ao curso do CCB, não perco esta apresentação. É que já não vejo a Helena desde Agosto e tenho muitas saudades. Assim, posso ouvir falar do novo livro, relembrar  o som da sua habitual gargalhada e, acima de tudo, voltar a  dar-lhe um abraço apertado.