sexta-feira, 17 de junho de 2016

Figurões

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Se no mundo real, nas suas várias dimensões (pessoal, profissional, social), nos deparamos muitas vezes com verdadeiros "casos", é no mundo virtual, redes sociais e afins, que surgem as mais estranhas figurinhas, convencidas que são alguém, dando excessiva importância ao que não tem valor algum, de egos descomunais a denunciar complexos e fragilidades várias, com comportamentos irracionais e opiniões falsas e/ ou irreflectidas, tudo cobardemente ocultado atrás de um écran e de um teclado, muitas vezes sob um nome falso e sabe-se lá que mais. Meeeedo!
Felizmente há de tudo, mau e bom, como na vida. É só saber fazer a selecção e manter à distância o que não interessa. Por uma questão de saúde...

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Pour la vie...


Tu pourras dire n'importe quoi
Puisque l' amour c'est tout
Ce qu'il reste entre toi et moi
Ça nous suivra partout

quarta-feira, 15 de junho de 2016

O encanto das cidades















Gosto de cidades. Gosto do cheiros e do emaranhado das ruas, da calma e do movimento, de observar as pessoas e as tonalidades que marcam as várias horas do dia e da noite, de adivinhar como será viver nelas. 
Posso agora acrescentar Amsterdão às cidades que me fascinam e que, curiosamente,  - ou talvez não -, são todas cidades com muita água. Amsterdão tem, além disso, o colorido das flores, a velocidade das bicicletas, que estão por todo o lado, juventude e diversão. Sente-se em cada recanto, em cada esplanada, um ambiente ocioso e quase festivo, como se a vida fosse sempre leve e fácil. É uma cidade diferente, marcante, daquelas que se guardam no coração, que não se esquecem, e onde apetece, algum dia, voltar.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

La mejor



Desde que esta paixão tomou conta de mim, já vi muitos espectáculos de flamenco, alguns verdadeiramente muito bons. Mas este, de ontem, ultrapassou tudo. Porque Rocío Molina é de facto diferente e é, sem dúvida, a melhor. Vê-la dançar é perceber isso, é deixar-se levar por aquele turbilhão de garra, emoção e talento desmedidos;  e é uma experiência alucinante, avassaladora, marcante, inesquecível. Para mim, desde que a vi, Rocío Molina será sempre o exemplo vivo do que é um génio.

domingo, 5 de junho de 2016

Arroios


(...) Toda a atmosfera de Arroios é única em Lisboa. Uma mistura de gerações e culturas, idiomas e costumes que, não só convivem harmoniosamente, como precisam uns dos outros para viver. (...) Arroios é este mundo de histórias cruzadas, partilhas de experiências e constante comunicação. É o conjunto de pessoas que, sem se aperceberem, passam a fazer parte da vida umas das outras, ajudando-se a apoiando-se diariamente, nem que seja com um simples olhar, uma palavra simpática ou um gesto bonito. Em Arroios, cada um sabe de si, mas ninguém vai a lado nenhum sem a ajuda do outro.

Quase por acaso, encontrei neste texto de André Marques Vidal publicado no Jornal de Arroios de Maio o que se aproxima do sinto em relação a este bairro que, por uma daquelas inesperadas voltas da vida, é agora também um pouco meu. Não tive ainda tempo suficiente para me embrenhar nele a fundo e explorá-lo em detalhe. Mas já começo a sentir que chego a casa quando me aproximo do Arco do Cego, da Praça José Fontana, ou da Largo de Santa Bárbara; e isso é um claro sinal de pertença.
Gosto deste bairro feito de contrastes e de muitas diferenças, que coexistem em perfeita união. Aqui, há o velho e o novo, o antigo e o moderno, o silêncio e a agitação, o popular e o requintado, o feio e o deslumbrante. Este é um bairro com história e com vida, popular e multicultural, onde se vive a cidade de forma plena, no que há nela de mais misterioso e sedutor.
Passo às vezes em certos locais que me trazem reminiscências de um tempo longínquo, adormecidas nos confins da memória  - afinal a minha infância passou-se num bairro vizinho - e há certos cheiros, ou sons, que me transportam para lugares distantes, como se estivessemos sempre longe e perto do mundo inteiro.
Tudo é ainda muito novo, para já, mas voltar ao centro e viver em Arroios tem sido uma maravilhosa descoberta e uma experiência apaixonante. É bom estar aqui...

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Tempo de praia


Coge tu sombrero y póntelo
Vamos a la playa calienta el sol
Chi ri bi ri bi po po pom pom
Chi ri bi ri bi po po pom pom
Chi ri bi ri bi po po pom pom
Chi ri bi ri bi po po pom pom

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Um mês de festa

(Fotografia do blogue À Esquina da Tecla)



Este é um mês de que eu gosto muito, o mês em que Lisboa vive na rua, que anuncia o Verão e que, em termos mais privados, se festejam também aniversários de pessoas que são para mim muito especiais.
Junho são dias de desassossego e excitação, de alegria desmedida, de cheiro a manjerico e a sardinha a cada volta da esquina. De bailes, música e folia. De Tejo, sol e mar.
É nesta altura que se me altera um pouco a rotina, que começo a baralhar dias e horas, que a vida me sabe enfim a liberdade e o mundo me parece até infinitamente mais belo.