quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Fim de ano



Assim, quase sem se dar por isso, passou mais um ano. Em termos pessoais foi bom. Desafiante. Um ano de mudanças e de crescimento. De amizades novas e amores de sempre. De despedidas e de regressos. De laços que se consolidaram. E de tantas coisas, grandes e pequenas, boas e menos boas, de que se vai fazendo a vida.
Não vivo este último dia do ano em euforia, porque é apenas um novo dia, como cada um dos outros. Guardo as alegrias e os festejos para momentos de celebração só meus, que espero continuem a não faltar. Hoje, como em tantas outras noites, e dias, são as canções brasileiras que me acompanham. Estas:

Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

ou

Hoje eu quero a rosa mais linda que houver
E a primeira estrela que vier
Para enfeitar a noite do meu bem

Hoje eu quero paz de criança dormindo
E o abandono de flores se abrindo
Para enfeitar a noite do meu bem

ou ainda

viver e não ter a vergonha de ser feliz,
Cantar,
A beleza de ser um eterno aprendiz
Eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita:
É bonita, é bonita e é bonita!

E para lá de todos as esperanças e desejos, promessas ou vontades, saibamos construir o nosso caminho e ser tão felizes quanto possível, porque grande parte dele depende também de nós.
Feliz Ano Novo!



terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Homens...



Quando se trata de gostos, já se sabe, cada um fala por si, todas as opções estão em aberto e as combinações são quase infinitas. Por mim, prefiro homens morenos, sem músculos em excesso e em razoável forma física, com ar forte, mas sensíveis, de olhar profundo e malicioso, sorriso travesso, e aquela vulnerabilidade irresistível que os faz às vezes parecer um menino pequeno a pedir colo e, diante da qual, é impossível não sucumbir.
Não gosto de generalizações, mas há também os pequenos detalhes em que são todos iguais: quando, por exemplo, ao mínimo sinal de constipação soltam a frase típica "eu nunca me senti tão mal em toda a minha vida!" Uma delícia...  

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Sem sucessor


A notícia já se previa, mas não deixa de cair como uma bomba. Paulo Portas, para mim, de longe o melhor político, sem ninguém que lhe chegue perto, sequer, deixa o CDS e a política activa.
Não sei o que será do partido sem ele. Provavelmente morrerá. Basta pensar no que ele foi nos tempos de Manuel Monteiro e Ribeiro e Castro, para referir apenas dois exemplos. É pena. O CDS faz falta à democracia e, apesar de ter gente boa e má, capaz e incapaz, competente e incompetente, como em todo o lado, não vejo no horizonte mais próximo ou mais longínquo ninguém com perfil de líder capaz de agarrar o partido com a mesma garra e brilhantismo, com a determinação e a dedicação de Paulo Portas.
Adolfo Mesquita Nunes é, na minha opinião, o único que estaria mais ou menos ao mesmo nível, em inteligência, conhecimento, cultura, capacidade; mas também ele deixa a política, infelizmente. Sai quem é capaz de fazer a diferença e nós ficamos todos cada vez mais entregues à mediocridade.
Diz-se que "ninguém é insubstituível". Eu acho o contrário. Toda a gente o é. Porque venha quem vier (mesmo que seja excelente, o que não será certamente o caso) nunca será igual.
Paulo Portas lá terá os seus defeitos, como temos todos, mas o que faz bem é infinitamente melhor que o resto. Por isso sempre se destacou tanto. Percebo que tudo tem um tempo, acho que já fez muito pelo país e pelo partido, foi muito maltratado, invejado, odiado, e percebo que queira agora outras coisas que, tenho a certeza, fará igualmente bem. Mas não posso deixar de ter pena...

domingo, 27 de dezembro de 2015

Mimar-se


Sabia que o tempo que dedicava a si era tão importante como o que destinava aos outros. E por isso se deliciava sem pudor nem culpa nas horas passadas a sós consigo, a cuidar do corpo ou do espírito, em silêncio e solidão, demorando-se no banho, espalhando cremes no corpo com o vagar dos dias de férias, lendo um livro, estendendo-se preguiçosamente no sofá, sem pensar em nada, ou deixando o pensamento voar em sonhos de realidade e fantasia misturadas, o olhar perdido em fascínio e quietude diante da lareira acesa.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Tempo de esperança e de ternura


O Natal também é isto: a força de acreditar, a esperança de que nunca estaremos derrotados, a ternura de bem querer, a cumplicidade dos afectos que nos guiam e nos acompanham na vida.

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E outra a tudo o que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é saber por toda  a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.

                                   (Alberto Caeiro)

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Feliz Natal


Querendo ou não, é impossível escapar ao espírito da época, tempo de emoção e de afectos, de esperança, luz, alegria. De bons sentimentos, também. De pensar ainda mais nos outros e de lhes dizer como são importantes para nós.
Para todos os que por aqui vão passando, e lêem o que escrevo e seguem caminho em silêncio, para os que me dedicam palavras de simpatia e carinho, para os que discordam de mim e o dizem com educação e respeito, para todos os que este mundo me deu a conhecer e a vida fez meus amigos de verdade, para todos os que alguma vez se me cruzaram no caminho e me fizeram pensar o que não pensaria sozinha, para todos os que estão desse lado das palavras e eu não sei quem nem quantos são mas continuo a encontrar encanto nesse mistério, para todos um Natal cheio de saúde, de felicidade, e de amor, que é afinal o que mais importa. 


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Férias de Natal


Parece que o Inverno chega nesta madrugada, segundo os entendidos. Se eu pudesse escolher não seria esta a altura para as férias. Mas, já que é assim, aproveito para estar mais demoradamente com os amigos e preguiçar à vontade, para pensar na vida e me deter por instantes diante do presépio, para me deixar tocar pela esperança e alegria dessa lição de amor e de simplicidade, e ganhar força para o novo ano que aí vem.