É que há coisas que não podemos, não sabemos, não queremos explicar. Nem é preciso. São assim e pronto...
quinta-feira, 14 de abril de 2016
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Abespinhados
Faz-me confusão a quantidade de gente mal-disposta que por aí anda. Que perde tempo com o que não importa. E que perante uma opinião diferente, parte para o insulto, ou despeja veneno e maledicência à toa. Não consigo entender. Não me demoro a ler quem ou o que não me interessa e, se por acaso encontro alguma coisa de que não gosto, calo-me e ignoro.
Imagino que quem vive nisto constantemente (e há por aí uns profissionais do género) deve viver em profunda e permanente amargura. Uma tristeza, pois, quando há tanta coisa bonita e boa à nossa volta...
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Um Ministro Poeta
Sou tudo menos socialista, já se sabe. Mas ter um poeta como Ministro da Cultura, parece-me bem, confesso. Porque terá, pelo menos, um peculiar entendimento das coisas, uma sensibilidade maior. E isso é muito importante.
De Luís Filipe Castro Mendes conheço pouco. Mas à esquerda e à direita todos lhe tecem os maiores louvores. Segundo a minha amiga Helena, que o conhece bem, (...) iremos ter como Ministro da Cultura um homem muito inteligente, muito culto, e cuja profissão de origem, a diplomacia, lhe permitiu correr mundo e contactar com culturas muito diversas.
Humanamente é um homem caloroso, cujo olhar sereno mas directo só pode tranquilizar aqueles que, na área que vai conduzir, ponham parte do destino profissional nas suas mãos.
A Helena tem certamente razão. Há uns três anos estive no lançamento de um livro do futuro Ministro e gostei muito. Pude testemunhar a serenidade calorosa de que fala a Helena e tocou-me sobretudo a simplicidade com que pegou no seu livro e leu alguns poemas, que é no fundo a melhor maneira de os apresentar.
Vamos ver como se sai na política, mas lá que promete, disso não restam dúvidas...
Para a solidão nascemos. Outras vozes
nos chamam e invocam, outros corpos
se perfilam radiosos contra a noite.
Nós não somos daqui. Num intervalo
de campanhas esquecidas nos dizemos,
abrindo o coração aos de passagem.
Mas quando a manhã chega nós partimos,
mais livre o coração, longa a viagem.
(Luís Filipe Castro Mendes)
domingo, 10 de abril de 2016
Magia e perfeição
Às vezes, só às vezes, sinto orgulho de ser portuguesa. Não por causa dos Descobrimentos, nem dos golos do Cristiano Ronaldo, mas quando descubro aqui certas coisas que verdadeiramente me emocionam: quando olho o Tejo ao fim da tarde, quando vinda do sul sempre me surpreende e comove a vista de Lisboa, quando vejo o Diogo Infante representar com o talento que só os génios têm...
Foi também isso que aconteceu há dois dias, durante o concerto do Quinteto de Lisboa. Impossível encontrar as palavras certas para explicar como foi especial, íntimo e tocante o concerto na Culturgest, pretexto para apresentação do CD do grupo, que recomendo.
São quinze canções onde se cruzam a voz única, simultaneamente firme e cristalina de María Berarsarte, uma basca com alma de portuguesa, presença fortíssima, sensual, simples e expressiva, capaz de encher um palco, enquanto esbanja sentimento, e o profissionalismo de Paulo de Carvalho, que é, sem dúvida, uma das melhores vozes portuguesas de sempre. Se a isto juntarmos o talento de João Gil na guitarra acústica, de José Peixoto, na guitarra clássica e de Fernando Júdice, no baixo acústico, temos todos os ingredientes para garantir qualidade e uma sonoridade que é simultaneamente portuguesa na sua essência, mas com todas as influências da música do mundo. Claro que há também as letras de João Monge, sempre magníficas. E houve as luzes do Pedro Leston (que se reconhecem logo) e o som do Fernando Abrantes, que também contribuíram para tornar esta noite inesquecível.
Agora, que aquelas quase duas horas não podem repetir-se, é comprar o disco e ouvi-lo muitas vezes. Não é a mesma coisa, mas também é bom...
São quinze canções onde se cruzam a voz única, simultaneamente firme e cristalina de María Berarsarte, uma basca com alma de portuguesa, presença fortíssima, sensual, simples e expressiva, capaz de encher um palco, enquanto esbanja sentimento, e o profissionalismo de Paulo de Carvalho, que é, sem dúvida, uma das melhores vozes portuguesas de sempre. Se a isto juntarmos o talento de João Gil na guitarra acústica, de José Peixoto, na guitarra clássica e de Fernando Júdice, no baixo acústico, temos todos os ingredientes para garantir qualidade e uma sonoridade que é simultaneamente portuguesa na sua essência, mas com todas as influências da música do mundo. Claro que há também as letras de João Monge, sempre magníficas. E houve as luzes do Pedro Leston (que se reconhecem logo) e o som do Fernando Abrantes, que também contribuíram para tornar esta noite inesquecível.
Agora, que aquelas quase duas horas não podem repetir-se, é comprar o disco e ouvi-lo muitas vezes. Não é a mesma coisa, mas também é bom...
quarta-feira, 6 de abril de 2016
Em Lisboa...
Há na luz das manhãs e dos fins de tarde de Lisboa um encanto especial, que seduz, que enamora, e de que não me canso nunca. Acordar com ela a entrar pela casa toda, ver o dia nascer e iluminar-se em mil cambiantes e depois esmorecer. lentamente. e escurecer até ser noite, é agora um privilégio maior, que me dá uma enorme e inexprimível sensação de bem-estar. Aqui, estou (ainda) mais feliz...
segunda-feira, 4 de abril de 2016
À Flor da Pele
Mesmo sem motivo aparente, há também certos dias em que estamos mais vulneráveis e sentimentais, e em que um toque de mão, um abraço, um olhar terno ou uma atenção com sabor a mimo, de imediato nos emociona e enche a alma de alegria e paz.
domingo, 3 de abril de 2016
A vida numa gaveta
Temos tendência a guardar muita coisa de que não precisamos, que esquecemos no fundo de uma gaveta e ali permanece durante anos e anos.
Muito tempo depois, se por um motivo qualquer a voltamos a abrir, é inimaginável e surpreendente o que encontramos: papéis, bilhetes de viagens, contas de restaurantes, fotografias, cartas de amor, carteiras velhas, documentos, recados, postais, objectos vários, mil e um pequenos e grandes sinais de momentos e fases do passado que queremos recordar para sempre, ou que apenas arrumamos sem saber bem porquê.
Mas, na verdade, a vida não pode reter-se assim: vive-se a cada minuto, hora, dia e as lembranças, boas ou más, ficam registadas na cabeça e no coração. Isso chega...
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