quinta-feira, 24 de maio de 2012

Miguel Portas

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Já foi há um mês. O Miguel "morreu indecentemente cedo", como disse Daniel Oliveira. "Mas teve uma vida cheia. E encheu a dos outros."
Nunca partilhei as ideias do Miguel, mas admirei sempre a sua inteligência e a sua educação, a sua capacidade de lutar por aquilo em que acreditava, a sua vontade de querer fazer  mais e melhor, de querer mudar o mundo e de nunca desistir dos seus sonhos e convicções, a sua força e generosidade e, sobretudo, aquele imensa ternura que lhe transbordava dos olhos e que tocou o país e o mundo.
O Miguel era uma pessoa de quem era impossível não gostar, sobretudo porque, como alguém disse, tinha "uma forma doce de ser."
 Terá sido isso, provavelmente, que fez com que o seu desaparecimento prematuro e quase inesperado nos tocasse tanto.
Inesquecível, o seu exemplo, como inesquecível também a justa e bonita cerimónia do S. Luís e, de forma muito particular, o testemunho, digno e emotivo, do irmão, Paulo. Assisti pela internet e chorei. Chorámos todos juntos. Aquela ligação, tão fortemente fraternal, é comovente e exemplar.  Foi lindo ver como pode ser grande e bonito um amor assim. E o amor sobrepõe-se a tudo; até à morte...
Na vida, neste país, neste momento, esta(s) pessoa(s) faz(em) muita falta!

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